Depois dos Quarenta: Moda

Moda


Financiando desfiles de Pedro Lourenço e Alexandre Herchcovitch em Paris e NY, moda entra na Lei Rouanet

 



A moda entrou oficialmente no escopo da Lei Rouanet, mas com pé no exterior. O Ministério da Cultura publicou na última quinta-feira (22.08), liberação para que sejam produzidos desfiles de moda brasileira em Paris e Nova York, financiados através de renúncia fiscal da iniciativa privada. É a primeira vez que a moda se insere no âmbito de cultura da lei de incentivo.

Estão na conta
Pedro Lourenço, que tem aprovação de R$ 2,8 milhões para mostrar duas coleções baseadas na imagem de Carmen Miranda na semana de moda de Paris - em outubro de 2013 e março de 2014. E Alexandre Herchcovitch, que busca R$ 2,6 milhões para financiar desfiles no SPFW e semana de moda de Nova York, falando sobre "o movimento de antropofagia cultural".

Segundo apuração do Chic, o projeto de Pedro Lourenço é polêmico dentro do próprio Ministério, que começou a discutir a inclusão da moda na Lei Rouanet em 2012,
fruto de um movimento que começou dois anos antes. E só foi publicado por vontade da atual Ministra da Cultura, Marta Suplicy. "Muitos outros jovens estilistas poderão se beneficiar nesta esteira. É também a construção da nova imagem brasileira, onde valores da nossa cultura têm o poder de influenciar e agregar valor ao nosso país", justificou.

Apresentado em junho em plenária da CNIC (Comissão Nacional do Incentivo à Cultura, que aprova os projetos aptos à captação via Rouanet), os desfiles de Pedro foram recusados e submetidos à analise técnica da Funarte e da Secretaria de Economia Criativa do Ministério.


O principal ponto, segundo quem estava presente na reunião, era o acesso limitado do público ao desfile (ponto crucial da Lei de Incentivo), além de financiamento a produtos de uma iniciativa privada e apresentação exclusiva no exterior. "É vedada a concessão de incetivos a coleções particulares ou circuitos privados", lembrou um dos comissários, citando a lei 8313, que criou o incentivo fiscal em 1991.


Em nova tentativa, há um mês, o representante dos estilistas perante o Ministério justificou os desfiles internacionais como forma de "dar continuidade ao reconhecimento da moda braisleira como elemento central da nossa cultura" e foi novamente indeferido.


Outro nome que foi aprovado na Lei Rouanet é
Ronaldo Fraga, que busca R$ 2,1 milhões para financiar seus próximos dois desfiles do SPFW, inspirados em Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto e o artesão Espedito Seleiro, que se desdobrariam em "exposições têxteis". Ronaldo, porém, não teve problemas no trâmite do seu projeto por limitar suas apresentações ao Brasil.

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