Depois dos Quarenta: Saúde

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Chocolate #sóquenão: seus problemas 

minimizados com a alfarroba

  (Foto:  )

Parece, mas não é. O doce feito de alfarroba, alimento que é o atual hit entre as chocólatras que vivem de olho na balança, tem pinta e textura de chocolate, derrete na boca e o sabor é só um pouquinho mais amargo que o original. Na verdade, trata-se de uma vagem marrom-escura adocicada que nasce na alfarrobeira, uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo. “O que chamam de chocolate de alfarroba é um doce feito a partir da polpa dessa vagem, que é então extraída, torrada e moída”, esclarece a nutricionista Carol Morais, especialista em fitoterapia e nutrição esportiva funcional.
Com alto poder antioxidante, a alfarroba é um alimento cheio de benefícios. “Ela contém vitaminas do complexo B, que são responsáveis pelo metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas, e também atua no sistema nervoso central, melhorando o raciocínio”, diz Patricia Davidson Haiat, uma das mais incensadas nutricionistas funcionais do Rio. É interessante para quem pratica exercícios, pois tem uma quantidade considerável de cálcio e magnésio, nutrientes que garantemo bom funcionamento muscular. A alfarroba também é rica em fibras, o que dá sensação de saciedade e melhora o funcionamento do intestino. Glúten free, pode ser ingerida por diabéticos e por quem tem colesterol alto. Não bastassem todas essas vantagens, ganha do tradicional chocolate no quesito valor nutricional: “Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais como sacarose, glicose e frutose”, endossa a nutricionista ortomolecular Heloisa Rocha. No total, possui 25% menos calorias que o cacau – e isso pensando no fruto puro, antes de combiná-lo com leite e açúcar para chegar às versões mais gostosas e calóricas do chocolate.

Apesar de tantos benefícios, a alfarroba não sacia todo e qualquer paladar. “Quem gosta de sobremesas doces se satisfaz com a alfarroba, já que geralmente tem serotonina baixa e quer algo que a acalme. Mas quem prefere o chocolate mais puro e amargo (e costuma ser viciado também em café) tem dopamina baixa e precisa de algo estimulante”, explica a nutróloga Liliane Oppermann. Nesse caso, não vai funcionar recorrer à alfarroba como substituta do chocolate, mas ao menos vale tentar alternar um e outro.

As casas especializadas em produtos naturais como a rede Mundo Verde oferecem várias versões da alfarroba: em barra, solúvel e até em bombons recheados. Nas redes sociais, pipocam receitas de bolos e musses feitas de alfarroba e com ingredientes como farinha de quinoa, óleo de coco e gengibre. Tanto nas versões industrializadas quanto nas caseiras, é preciso ficar atento ao que acompanha o “chocolate do bem” – alguns ingredientes podem aumentar as calorias e transformar o doce quebra-galho numa sobremesa perigosa.

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